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2005.10.12
Um
sucesso repetido.
Autoclássico/Motorshow.

O mês de Outubro trouxe mais uma edição do Autoclássico e um novo sucesso
para a Eventos del Motor. Quem visitou a Exponor, viu uma salão bem organizado,
com espaço para clubes, empresas e particulares e ainda uma secção de
automobilia.
No que respeita à exposição, propriamente dita, os mais assíduos neste tipo de
eventos, ficam sempre com uma sensação de deja-vu uma vez que muitos dos carros
se repetem. O que facilmente se explica, se tivermos em conta que este salão é
feito na sua grande parte pelos comerciantes e que o mercado de clássicos não
estará propriamente no seu auge. No entanto, há que destacar algumas máquinas
extremamente interessantes como o Gullwing e o Iso Grifo A3L, trazidos pelo Auto
Museu da Maia, os dois raros Facel-Vega, o Alfa-Romeo SVZ versão Le Mans que tem
sido pertença de Rodrigo Gallego, o Mercedes 540 K, o Hispano Suíza, o imponente
Porsche 935 e o Lancia Rallye 037 Stradale. Havia ainda um outro 037 em
exposição, neste caso o saudoso carro do piloto Carlos Bica. É sem
dúvida com grande prazer que se revê um carro que nos preenche as memórias de
infância, de um já longínquo Rali Sopete de 1985. Ao lado deste, posava um dos
seus mais eficazes adversários da época, o Escort RS 1800 de Joaquim Santos.
Falar em Joaquim Santos, remete-nos imediatamente para as memórias da edição
passada e para o outro atractivo do certame: o Motorshow. Em 2004, Joaquim Santos
encantou os presentes ao voltar a sentar-se ao volante do Escort da Diabolique
para umas fantásticas voltas à pista improvisada no pavilhão da Exponor. Este
ano, Joaquim Santos voltou à pista, mas desta feita ao volante do BMW M5 E39 do
piloto Valter Gomes. Os 400 cavalos do M5 aliados aos dotes de ambos os pilotos,
proporcionaram aquele que foi o grande espectáculo do Motorshow. Destaque também
para a exuberante exibição de João Pires no BMW M3 com que tem vindo a
participar no nacional de rampas.
A
única nota negativa do evento deste ano vai para o facto de não permitir a
compra isolada dos bilhetes do Autoclássico e Motorshow, aplicando uns pesados 8
€ a cada um dos visitantes. Por um lado, obriga todos a pagar por um show,
que em alguns momentos é praticamente inexistente, pois não se pode considerar
que um Datsun 1200 a rolar sem oponente, ou um par de BMW’s mal guiados
constituam um verdadeiro espectáculo digno de um custo de 3 € (tomando como
referência os valores do ano passado). Por outro lado, a separação permitiria ao
visitante ir mais do que uma vez ao Motorshow sem um custo excessivamente
oneroso. À medida que as edições vão passando, o público vai-se tornando mais
exigente. Por isso, fica aqui exposta a crítica mais recorrente para que a
organização conheça os interesses dos visitantes, no sentido de tornar cada vez
mais atractivo aquele que é um dos mais importantes acontecimentos automóveis do
ano.
Está
já confirmada a edição de 2006 e o GTclube lá estará para fazer o balanço e
verificar a evolução.
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