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2005.12.11
O clássico final de época.
6 horas de clássicos CAM.

Se
há característica que torna as provas de resistência de clássicos interessantes,
é o grande contraste entre os tipos de carros, os diferentes andamento entre
pilotos e a forma como estas diferenças se traduzem no final da prova. Por um
lado, um piloto capaz de um ritmo mais forte, pode cometer mais erros ou
esforçar mais a máquina condicionando o resultado final. Por outro, um piloto
mais lento mas regular, pode poupar a máquina, permitindo uma cadência sem
sobressaltos que fará a equipa subir na classificação final. O mesmo acontece
relativamente aos carros.
Na edição de 2004, um carro pesado e pouco ágil como é Mercedes SLC, compensou a
suposta falta de andamento com uma imensa fiabilidade e alguma potência. Para
além do factor humano só a grande fiabilidade explica igualmente o facto de os
modestos Datsun 1200 conseguirem muitas vezes posições honrosas à frente de
máquinas bem mais dotadas. Por tudo isto, uma prova de resistência de clássicos
é sempre uma caixa de surpresas.
Na edição deste ano, o grande factor surpresa foi o equilíbrio e perfeição da
equipa Renamotores, quer no aspecto técnico, quer no aspecto humano. Uma máquina
rápida e ágil, com um ritmo fortíssimo e sem problemas de fiabilidade e um
trio familiar de pilotos em que o andamento do avô Caetano e dos seus netos Nuno
e Manuel, não poderia ter sido mais homogéneo. Com esta combinação perfeita, o
Alfa Romeo GTV não deu qualquer hipótese à concorrência e dominou a prova desde
os treinos cronometrados à bandeirada final.
O segundo lugar ficou nas mãos do igualmente rápido Escort RS da equipa Quinta
do Lago que beneficiou da desistência da outra surpresa da corrida: a equipa
Alfa Auto com o Giulia a demonstrar um andamento impressionante, com uma subida
de penúltimo para segundo lugar em cerca de meia hora de corrida. No entanto, a
pouco mais de meio da prova e com a segunda posição já consolidada, a mecânica
do Alfa-Romeo tornaria todo o esforço inglório.
A equipa Rioeste com um andamento discreto mas regular, levaria o BMW 2002 ao
último lugar do pódio com uma margem confortável em relação à demais
concorrência.
Desta forma animada, a prova do Clube Automóvel do Minho fechou a época de
velocidade nacional, cujo principal motivo de interesse continua a ser as provas
de clássicos.
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