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2005.05.16
Fulvia Coupé HF.
História

Em 1963 a italiana Lancia substituía o velho Appia por um sedan moderno e de
técnica interessante. O Fulvia apresentava como novidades na marca a tracção
dianteira, rara na época, e o motor de quatro cilindros em V estreito (apenas
13°), permitindo o uso de um só cabeçote – a mesma solução do venerado motor VR6
da Volkswagen - com duplo comando de válvulas e montado num invulgar ângulo de
inclinação de 45°. Esta mecânica, leve, muito compacta e de grande performance
apresentava um grande potencial desportivo. O Fulvia, no entanto, era um carro
nada compacto ou especialmente ágil. Daí que, dois anos mais tarde, surgia o
primeiro Fulvia Coupé.
Foi em 1965 no Salão de Genéve. Para além do excelente e inovador motor, o
Fulvia era agora apresentado com um visual extremamente atraente. Leve, baixo e
estreito, o coupé via a sua dinâmica e o seu carácter desportivo reforçados por
um sistema de travagem com 4 discos, e servo-freio com dois circuitos
hidráulicos independentes que permitiam a existência de um repartidor de
travagem regulável.
Uma versão mais desportiva do Fulvia Coupé surgia em Janeiro de 1966. O 1200 HF.
A sigla HF significava “High-Fidelity” e foi criada por uma equipa de competição
semi-oficial da Lancia denominada HF Squadra Corse. Mais tarde, a equipa
tornou-se oficial e esta sigla passou a ser a identificadora de todos os modelos
desportivos da marca.
O
motor do HF era mais potente, com 88 cv (mais 8 cv que a versão normal), portas
e capot em alumínio, janelas em plástico e vinha sem pára-choques, para redução
do peso. Nas pistas seu motor chegou a atingir 108 cv a 7.000 rpm.
No ano seguinte, o motor passou a ter 1300 cc e 101 cv. Com menos de quatro
metros de comprimento e pesando apenas 825 kg, o novo Rallye 1300 HF alcançava
os 174 km/h. A caixa “close” e o diferencial autoblocante eram opcionais de
fábrica que permitiam tornar o carro italiano ainda mais agressivo e eficaz.Com
base no 1300 HF a equipa de competição voltava a fazer um belo trabalho, gerando
uma versão ampliada do motor, agora com 1400 cc e 128 cv às 7.200 rpm.
Em
1968 um Fulvia com esse motor chegou a correr em provas de velocidade (Targa
Florio e Mugello), com dois selectores e sete velocidades. Uma espécie de
“overdrive” manual
A escalada de potência continuou também nas versões de estrada e, no mesmo ano,
chegava o 1600 HF de 114 cv e caixa de cinco velocidades.
Nos
ralis, graças à sua excelente tracção e superior agilidade, o Fulvia andava à
frente de carros mais leves, como o Alpine A110 e mais potentes como o Porsche
911. Em 1969, essa eficácia seria premiada com a conquista do título europeu de
ralis, pelas mãos de Harry Kallström e Sergio Barbasio.
O
modelo 1600 utilizado nos ralis, tinha a particularidade de possuir as duas
ópticas centrais de grandes dimensões. Versão apelidada de Fanalone, sendo a
mais rara forma do Fulvia, com apenas 5 unidades oficialmente matriculadas no
nosso país.
Em novembro de 1970 era apresentada a segunda fase do Coupé, nas motorizações
1300cc e 1600cc. No entretanto o Fulvia continuava a dominar o panorama
internacional dos ralis, vencendo o mundial de 1972 e o europeu de 1973, além de
várias provas de relevo como o Tour de Corse de 1967, o Monte Carlo de 1972 e o
Safari de 74.
Este
carro simbolizou o primeiro passo da Lancia na sua afirmação como um nome mítico
dos ralis. O seu sucesso nas estradas manteve-o no mercado por mais uma geração
do modelo até 1976 (dois anos depois do lançamento do Stratos), com 140.000
unidades produzidas.
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Especificações Gerais |
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País de origem |
Itália |
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Anos de produção |
1968 - 1976 |
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Unidades construídas |
------------- |
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Desenho da carroçaria |
------------- |
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Peso |
900 kgs |
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Mecânica |
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Motor |
4 cilindros em V a 13° |
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Disposição |
longitudinal inclinado a 45° à frente |
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Cilindrada |
1.584 cc. |
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Cabeça |
Dupla árvore de cames à cabeça, 2 válvulas por cilindro |
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Alimentação |
2 carburadores Solex C42 DDHF |
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Tipo |
Aspirado |
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Caixa de velocidades |
Manual de 4 |
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Tracção |
Traseira |
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Performances |
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Potência máxima |
114 cvs às 6000rpm |
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Binário |
153.0 Nm às 4000 rpm |
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Potência específica |
72.6cvs / litro |
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Relação peso/potência |
0.13 cvs / kg |
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Velocidade máxima |
+ 170 kms/h |
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0 a 100 kms/h |
9.9
sgs. |
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